Amigas tentaram impedir cuiabana de viajar para a Síria

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Amigas e colegas de trabalho de Juliana Cruz, 24, moradora de Cuiabá que está desaparecida há duas semanas, tentaram evitar que a jovem viajasse até a Síria para supostamente conhecer um rapaz chamado Sheraz Re, de Damasco, capital do país árabe.

Ela tirou férias da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), onde trabalha como auxiliar administrativo da Coordenação Jurídica, e viajou assim mesmo ignorando as orientações.

A chefe da viajante, Débora Simone, coordenadora jurídica da AMM, relatou que as colegas sabiam que Juliana conversava com vários rapazes pela internet e ficou interessada em conhecer o árabe. Por conta das várias ocorrências da guerra civil no país, as colegas tentaram “dissuadir” a jovem de ir para a Síria, tendo em vista a situação de conflito constante na região. “Ela não quis saber de nos ouvir”, disse.

Juliana está desaparecida desde o dia 14 de novembro, quando fez a última postagem no Facebook, informando que estava no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, embarcando para Síria.

Além de conhecer o rapaz, Juliana tinha o interesse de conhecer outras culturas pelo mundo. Do setor onde trabalhava, a Polícia Federal ouviu apenas duas pessoas, uma estagiária e uma advogada, por serem amigas da jovem. Uma delas relatou ter recebido uma mensagem de Juliana quando chegou no país e depois não teve mais notícias.

Extremamente preocupados com a integridade física de Juliana, a família da viajante registrou boletim de ocorrência sobre o desapareciemento na quarta-feira (29), na Polícia Federal (PF). No perfil do Facebook de Sheraz Re, ele aparece portando armas e com aparência de ligação com grupos bélicos extremistas.

O caso segue em sigilo para resguardar a segurança de Juliana.

Fonte: GD (Keka Werneck e Valquiria Castil)

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