Presidente da Fecomércio critica carga tributária em Mato Grosso

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Incentivar o empresário a gerar emprego, renda e riquezas para o Estado de Mato Grosso é, atualmente, um dos maiores desafios que a classe empresarial enfrenta junto a administração pública, que interfere aplicando altas cargas tributárias em diversas atividades essenciais da economia, como logística, energia elétrica e diesel, por exemplo.

Para mudar este cenário, o presidente da Fecomércio-MT José Wenceslau de Souza Júnior, em entrevista à Rádio Centro América FM, afirmou que há uma necessidade, urgente, de baixar a carga tributária no estado. “Com a diminuição da carga tributária dentro do estado, o governo consegue arrecadar mais dinheiro”, enfatizou Wenceslau.

A fala do presidente pode ser aplicada no segmento que sempre atuou – materiais de construção – e que, por consequência, presenciou, com frequência, o dinheiro que deixou de circular no estado e acabou por fomentar a economia de outros estados, como São Paulo, Paraná e Minas Gerais. “Os consumidores de Mato Grosso preferem comprar em outros estados, do que comprar aqui dentro e pagar bem mais caro pelo mesmo produto”.

Tal situação foi resolvida mediante atitude tomada pelas entidades que representam o setor no estado – Acomac-MT e Sindcomac-MT – que conseguiram baixar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de 17% para 10,15%, em 2010. “Esse diferencial de quase 7%, na ponta, representou uma redução no preço dos produtos em torno de 16% para o consumidor final”, disse Wenceslau, que afirmou ainda que a arrecadação do estado sobre o mesmo imposto aumentou 30%.

O comércio é um grande gerador de impostos para Mato Grosso. O setor arrecadou para o estado 66% do total de ICMS em 2018, segundo último balanço divulgado pela Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT). Além disso, é disparado o maior gerador e mantenedor de emprego formal, com 400 mil empregos para o estado.

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