Prefeito tem R$ 3,5 milhões para tapar buracos, mas não tem empresas, produtos e nem mão de obra

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Prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), esclareceu hoje (11), que a prefeitura tem mais de 3,5 milhões mensalmente, para investir no tapa-buracos em toda a cidade, mas encontra dificuldade para contratar mão de obra, prestadores de serviços e até mesmo, o asfalto para retomar a recuperação das vias e avenidas do município. Conforme o prefeito, os profissionais e as empreiteiras estão contratados, para concluir centenas de  obras do Estado e com prioridade para o BRT na capital.

“O problema não é o dinheiro, mas sim a falta de mão de obra, empresas e até de produtos para taparmos os buracos da cidade. Praticamente todas as equipes estão empenhadas nas obras do Estado”, afirmou Abílio.

De acordo com o prefeito, a secretaria de Obras tem dificuldade de encontrar o asfalto pronto para tapar os buracos nos bairros. As empresas não conseguem produzir diante da demanda de obras contratadas pelo Governo de Mato Grosso dentro de Cuiabá. A exclusividade das empresas com o governo, também tem como fator, a proximidade do prazo de inaugurações de obras pelo governador Mauro Mendes (PL) que vai deixar o governo em Abril para disputar as eleições deste ano ao Senado. O prefeito acredita na retomada do tapa-buracos a partir de maio pela prefeitura.

Segundo o prefeito, há desinteresse até para a limpeza de ruas, que é realizada pela Limpurb. A empresa está com anúncios de contratação e não existe interessado. “As pessoas não querem varrer ruas, poda do mato, porque elas estão buscando outras alternativas, como o auxílio bolsa família. Eles ganham o mesmo valor que é pago pela prefeitura não vão querer”, afirmou o prefeito.

Sobre o grande volume de água das últimas chuvas em Cuiabá, em torno de 100 mililitros, Abílio Brunini, que a drenagem das águas das chuvas ainda não é suficiente para evitar os alagamentos. “A defesa civil tem feito alertas para os temporais devido a drenagem que diante do volume significativo ocorre alagamentos”, disse Abílio.

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