Instituto Evangélico tem proposta definida para gerir Santa Casa de Cuiabá

O Procurador-Geral da Instituição, Alexandre Ifatola Dosunmu vai apresentar a proposta para o Tribunal Regional do Trabalho em Cuiabá

Foto: Assessoria

O Instituto Evangelístico São Marcos, com sede em Santos (SP) e representado pelo Procurador-Geral da Instituição, Alexandre Ifatola Dosunmu, tem proposta definida para assumir a gestão da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. O procurador confirmou, que tem agenda marcada, na próxima terça-feira (10), com a Juíza Eliane Alcântara, no período da tarde, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Cuiabá, quando manifestará formalmente, o interesse do Instituto para aquisição da Santa Casa.
Os detalhes de saneamento das questões financeiras da Santa Casa serão esclarecidos, durante uma entrevista coletiva à Imprensa cuiabana, após a reunião que o Alexandre tiver com a juíza Eliane Alcântara.
Alexandre Dosunmu disse, que a motivação do Instituto é pautada por dois pilares inegociáveis: a restauração da dignidade na saúde pública e a proteção absoluta do patrimônio histórico de Mato Grosso. “Entendemos que a Santa Casa não é apenas uma unidade hospitalar. É um símbolo da resiliência e da história da capital mato-grossense”, justificou.
Alexandre argumentou os compromissos do Instituto com base na preservação histórica do prédio da Santa Casa. “Estamos plenamente cientes de que a estrutura é um patrimônio tombado. Nosso projeto prevê a manutenção rigorosa das características arquitetônicas, respeitando as normas técnicas e a memória afetiva da cidade”, afirmou ele.
A continuidade e a expansão da unidade de saúde serão asseguradas. “Queremos honrar o legado da ‘Misericórdia’, modernizando a gestão e os equipamentos para que a população volte a ter um atendimento de excelência, com o acolhimento que a nossa fé e a nossa ética profissional exigem”, assegurou Alexandre.
De acordo com ele, o Instituto São Marcos está de portas abertas para dialogar com o poder público, o Ministério Público e a sociedade civil para garantir que este processo de transição seja benéfico para todos. “Não queremos apenas gerir um hospital; queremos devolver a Cuiabá um de seus maiores tesouros, com a saúde fortalecida e a história preservada. Estamos à disposição para os desdobramentos legais e técnicos que o caso requer”, concluiu o procurador.