Por falta da maioria dos deputados, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso não votou o veto ao projeto de lei 1.398/25, que foi rejeitado pelo governo Mauro Mendes (União) e tratava do reajuste linear de 6,8% para os servidores efetivos do Poder Judiciário. A votação ocorreu, depois da determinação da desembargadora, Helena Maria Bezerra Ramos, do TJ-MT, em decisão proferida na noite de terça-feira (8). Apesar da decisão ter sido cumprida, o presidente da Casa de Leis, Max Russi (Podemos), justificou, que dos 24 deputados, somente 11 registraram presença na sessão deste quarta-feira (9), em Plenário e de forma online.
Conforme o deputado, esclareceu que respeitou a decisão judicial, mas que não poderia dar sequencia à votação com o mínimo de deputados presentes na sessão. “Eu não posso fazer votação sem obedecer a Constituição do Estado, sem obedecer o Regimento Interno da Assembleia”, Justificou o presidente.
A sessão foi suspensa por falta de deputados e deve ser colocada em pauta no próximo dia 7, após as eleições em 4 de outubro. Caso fosse aprovado, a iniciativa atenderia mais de 3,5 mil servidores concursados, distribuídos em nove cargos. O impacto financeiro estimado era de aproximadamente R$ 42 milhões, no ano passado, mas que deve sofrer aumento nos cofres do governo, caso o projeto seja aprovado.