PL e MDB terão tempos iguais na propaganda de TV ao Senado, após disputa no STF
Senador José Medeiros reclama de ser prejudicado com a decisão judicial
O Ministro Alexandre de Moraes, do STF, retirou parte do tempo da propaganda eleitoral do candidato ao senado apoiado por Jair Bolsonaro, José Medeiros, do PL, no Mato Grosso, a pedido da candidata Janaina Riva, do MDB. No entanto, o supremo decidiu por manter os tempos iguais para os dois partidos.
José Medeiros e Janaina Riva fazem parte da mesma coligação ao senado e os partidos haviam fechado um acordo para que na propaganda eleitoral cada candidato utilizasse o tempo do seu partido e o restante do tempo fosse dividido igualmente, porém, após o acordo, a candidata do MDB voltou atrás e resolveu entrar na Justiça para usar, além do tempo do MDB, parte do tempo do PL.
O pedido foi negado no TRE, mas a candidata recorreu diretamente ao STF, sem passar pelo TSE, e teve o pedido rapidamente atendido por Alexandre de Moraes.
A legislação estabelece que a divisão do tempo da propaganda eleitoral cabe exclusivamente aos partidos e não cabe intervenção da Justiça.
Zé Medeiros declarou que não estranhou nem a atitude de Janaina nem a decisão de Moraes.
“Cumprir acordos nunca foi uma marca do MDB do Mato Grosso e nada mais conveniente para uma candidata muito bem relacionada com ministros do STF do que recorrer ao Supremo – e não ao TSE – e ter uma decisão favorável em tempo recorde vinda justamente de Alexandre de Moraes, que tem cinco pedidos de impeachment e um pedido de prisão feitos por mim.
Esse processo só confirma que eu estava certo ao não querer o PL coligado com um partido de esquerda e que nossa candidatura está forte e a caminho da Vitória, ao ponto de fazer o ministro esquecer seus próprios problemas para julgar uma ação contra mim.
Essa decisão é o maior incentivo que a nossa militância pode ter para redobrar os esforços e compensar esses segundos de propaganda com 30 dias de muita mobilização nas ruas e nas redes para garantir a eleição do único candidato da chapa majoritária apoiado por Bolsonaro no Mato Grosso.
“As urnas vão mostrar que esse foi mais um grande erro estratégico do MDB.”