Presidente da AMM cita problemas em filiação e não será suplente de Campos

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O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga (PL), renunciou a segunda suplência do ex-governador Júlio Campos (DEM), na eleição suplementar ao Senado. Ele será substituído pelo ex-secretário José Marcio Guedes, ligado ao senador Wellington Fagundes (PL). Ele disse que esbarrou na questão da fragilidade da minha filiação”, declarou o ex-prefeito de Nortelândia.

Fraga contou que ingressou no PL, após deixar o PSD, em 19 de outubro de 2019 e completaria 6 meses na sigla em 19 de abril deste ano. Contudo, a legenda só cadastrou sua ficha no “filliaweb” em 21 de novembro. “Consultamos juristas, advogados eleitorais, e todos tinham segurança que por ser eleição suplementar, não teria nenhum problema. Porém, alguns partidos poderiam pedir a impugnação da minha candidatura e como se trata de uma eleição curta, ser candidato sub judice, isso traria prejuízo a minha campanha”, frisou.

O presidente da AMM colocou ainda que, por ter compromisso com os prefeitos que já haviam manifestado apoio ao seu projeto, decidiu recuar. “Temos prefeitos de vários outros partidos, inclusive enfrentando pressões de suas lideranças partidárias, cobrando que apoiassem candidatos de seus respectivos partidos. E eu não poderia lançar candidatura fragilizada, com pedido de impugnação, e comprometendo a situação desses prefeitos”.

Neurilan descartou que tenha articulado para ser suplente de Campos. Segundo ele, o assunto só foi discutido entre DEM e PL na data da convenção e seu nome não foi cogitado, justamente, pela insegurança em sua filiação. “O PL só tinha um projeto, que era Neurilan senador. E foi uma sugestão minha que o companheiro José Márcio fosse indicato”, assinalou Neurilan, que elogiou a conduta do escolhido para a suplência.

O presidente da AMM garantiu que estará participando da campanha de Júlio Campos. Segundo ele, o democrata assumiu alguns projetos que defenderia na campanha caso tivesse segurança jurídica para entrar na disputa. “Principalmente, a causa municipalista, foi um dos fatores que levou o PL, o senador Wellington e o Neurilan, a conversar e apoiar o candidato Júlio Campos”, citou.

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