Hospital Júlio Müller terá a maior área construída do país

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Com 58,5 mil metros quadrados somente de área construída, o novo hospital Júlio Müller, em Cuiabá, será um dos maiores hospitais universitários do Brasil. A unidade mantém a concepção de hospital-escola e a obra está sendo retomada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), após ser paralisada em 2014.

O edital de licitação para retomada das obras foi lançado em fevereiro e segue aberto para o recebimento de propostas. O projeto, que foi elaborado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e analisado pela Sinfra, prevê a construção de oito blocos para atender as áreas assistenciais, de internação, nutrição, administrativa, entre outras.

Ao todo, serão 228 leitos de internação, 68 leitos de repouso e 63 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), sendo 25 para adultos, 18 voltados a atender crianças (pediátrico) e 20 para recém-nascidos (neonatal). O hospital contará ainda com 12 centro cirúrgicos, 85 consultórios, 45 salas de exame, 21 para banco de sangue e triagem e outras 53 salas administrativas.

De acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a obra será licitada na modalidade RCDI (Regime Diferenciado de Contratação Integrada), em que a empresa ou consórcio vencedor da concorrência ficará responsável pela elaboração tanto do projeto básico, quanto pela execução pela obra.

O projeto deverá ser atualizado para atender as legislações específicas de um hospital-escola.  “A empresa que vencer a licitação terá que fazer todas as adequações do projeto de acordo com as normativas atuais, uma vez que essa obra foi licitada em 2012 e hoje as legislações para construção e para hospital são diferentes”, esclareceu.

O edital de licitação traz ainda o instrumento de “orçamento sigiloso”, na qual o valor estimado da obra será revelado somente e imediatamente no encerramento da licitação e abertura das propostas, que está marcada para o dia 13 de abril. Vencerá quem comprovar habilitação técnica (compatível com o objeto licitado) e menor preço.

“A técnica representa 50% da avaliação, como forma de valorizar a experiência que a empresa tem, qualidade e capacidade de execução, a fim de evitar que uma empresa que não tem expertise nesse tipo de obra especifica apresente um menor preço, mas não saiba fazer e não dê conta de fazer e abandone a obra”, disse.

Empresas interessadas – Segundo o superintendente e Gestão de Obras Especiais da Sinfra, Edson Brasil, diversas empresas já demonstraram interesse no edital de licitação e algumas já agendaram visita técnica ao local da obra.  “A visita não é obrigatória, mas pela circunstância da obra, que já foi iniciada, a empresa retomaria uma obra paralisada há muitos anos. Então, é praticamente indispensável para a empresa que ela conheça a estrutura da obra”, explicou.

Uma vez que a empresa vencedora for conhecida, ela terá o prazo de 12 meses para revisão de todos os projetos e mais 36 meses para conclusão da obra. Apesar do prazo para atualização dos projetos, a empresa não fica impedida de iniciar as frentes de trabalho.

Histórico – As obras do novo Hospital Universitário Júlio Muller começaram em 2012, após, em 2011, o Governo do Estado firmar convênio com UFMT. O consórcio Normandia – Phoenix- Edeme, formado pelas empresas Normandia Engenharia Ltda. Construtora e Incorporadora Phoenix Ltda. e Edeme Construções Civis e Planejamento Ltda., venceu a licitação e assumiu a obra.

Em 2014, ano previsto para a sua conclusão, os serviços foram paralisados e, posteriormente, o contrato foi rescindido pelo não cumprimento do cronograma. Apenas 9% do projeto foi executado.

Em 2012, o investimento previsto era de R$ 116,5 milhões, metade recursos estaduais e metade recursos federais (bancados pelo Ministério da Educação – MEC).  Para a retomada das obras, R$ 96 milhões (recursos federais) já estão assegurados.

O complexo está localizado no km 16 da rodovia Palmiro Paes de Barros, entre a Capital e Santo Antônio de Leverger (32 km de Cuiabá). À época, a área foi doada pelo governo estadual para a construção do Campus II da UFMT, onde também seria instalado o novo prédio da Faculdade de Medicina, cuja a edificação foi concluída.

 

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