O despertar dos jovens à monetização nas plataformas digitais

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Ana Eliza Lucialdo

Como educadora e mãe conheço de perto os desafios para inserção social e
empreendedora dos jovens na contemporaneidade. Ao refletir acerca da temática, fiz a
intersecção entre a economia criativa, os jovens e o empreendedorismo por meio das
plataformas digitais.
Às experiências digitais, virtuais e remotas propiciadas recentemente à humanidade para
a maioria dos jovens compõe seu “modus operandi” cultural. Tanto com ônus quanto com
bônus da situação.
É comum presenciar horas e mais horas de meninos e meninas conectados à internet. Bem
como, criancinhas que desde os aninhos iniciais já escolhem seus vídeos no YouTube e
possuem seus smartphones.
A situação requer enfrentamento com perspicácia. A sinalização de alguns teóricos ao
indicarem à criatividade e às novas tecnologias como matérias-primas da Economia
Criativa (DRUCKER, 1993 e REIS, 2008), trata-se de um sinal de esperança.
Uma saída inteligente pode acontecer ao direcionarmos as percepções dos nossos jovens
para além do consumo de conteúdo. Mas, incentivá-los à produção de conteúdo e sua
monetização através da internet. E, chegou a hora da tradicional pergunta: como assim?
Além de buscarmos educar nossos filhos para profissões tradicionais como médicos,
engenheiros, arquitetos, fisioterapeutas, talvez seja uma alternativa paralelamente inserir
esses jovens ao conhecimento das novas tecnologias. A exemplo de criar uma boa arte,
produzir e editar um vídeo, escrever um texto persuasivo para ofertar algum produto,
desenvolver a criação de um site e/ou inserir conteúdo nas redes sociais.
As plataformas digitais são modelos de negócios que permitem a conexão entre
produtores e consumidores, interagindo entre si e gerando negócio, através delas muitas
companhias estão direcionando valiosos diferenciais competitivos no mercado.
As plataformas são facilitadoras no relacionamento e promovem experiências ágeis com
o cliente. E como o jovem pode empreender nesse universo tecnológico, digital e virtual?
A resposta perpassa pela educação, por meio do conhecimento e aprendizagem das novas
ferramentas.

Mas, ainda podemos fazer algumas reflexões norteadoras: qual é a imagem digital do
jovem (aluno, filho) hoje? Quais plataformas de relacionamento ele está inserido? Quais
são os conteúdos que são reverberados por ele?
Com novos formatos de monetização, novos ofícios também vieram juntos. É oportuno
despertar interesse do jovem para habilidades cognitiva, técnica e interpessoais com o
objetivo da aquisição de novos conhecimentos tecnológicos.
Por fim, o jovem ao passar a produzir conteúdo direcionará sua atuação em novas frentes
de trabalho, e as mesmas horas e horas dispensadas à internet podem servir para sua
monetização por meio do design, social media, web design, influencer, edição de
editorial, copywriter, tráfego e/ou lançamentos de produtos digitais.

Ana Eliza Lucialdo é professora mestra com pesquisa em economia criativa
(ECCO/UFMT), em Políticas Públicas pela Universitat de Girona (Espanha), MBA
em Comunicação e Marketing. É palestrante e consultora de estratégia e negócios
digitais filiada a BPW Cuiabá e ao PMI-MT. Instagram e LinkedIn: anaelizalucialdo

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