Prefeitos e lideranças da região do Vale do Araguaia debatem o Zoneamento Socioeconômico Ecológico

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O Zoneamento Socioeconômico Ecológico, proposto pela Secretaria de Planejamento e Gestão de Mato Grosso, foi o principal tema de discussão entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e dirigentes de entidades de classe da região do Vale do  Araguaia, nesta quarta-feira, em Barra do Garças.

O novo zoneamento irá abranger os municípios de Cocalinho, Água Boa, Nova Nazaré, Novo Santo Antônio, São Félix do Araguaia, Luciara, Canarana, Porto Alegre do Norte, Santa Terezinha, Nova Xavantina, Confresa, Vila Rica, Ribeirão Cascalheira, Serra Nova Dourada, Araguaiana, Bom Jesus do Araguaia e Canabrava do Norte, em áreas ribeirinhas e afastadas dos rios Araguaia, das Mortes e Cristalino.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios,   Neurilan Fraga, que participou da reunião em Barra do Garças, ressaltou que o zoneamento pode afetar o desenvolvimento das regiões de Mato Grosso, restringindo algumas atividades econômicas. “Precisamos rediscutir o projeto com os prefeitos e as lideranças locais. A AMM defende que essa consulta prévia seja suspensa e que seja criado um grupo técnico para propor alternativas ou ajustes para o Zoneamento Socioeconômico Ecológico”, reiterou Fraga.

A analista de Meio Ambiente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso-Famato, Lucélia Denise Avi, explanou o projeto de zoneamento.  Segundo ela, por se tratar de um estado com economia voltada para a agropecuária, é comum que haja uma certa preocupação com Mato Grosso que tem a necessidade de estabelecer um planejamento estrutural para o uso devido de áreas. “O objetivo do Zoneamento é organizar, de forma vinculada, as decisões dos agentes públicos e privados quanto a planos, programas, projetos e atividades que, direta ou indiretamente, utilizem recursos naturais, assegurando a plena manutenção do capital e dos serviços ambientais dos ecossistemas”, assegurou Lucélia.

Conforme o projeto, o Zoneamento é norteador para os investidores e tem por objetivo estabelecer o uso do território e diretrizes sobre a utilização de cada tipo de área ambiental, o que facilitaria o direcionamento das políticas públicas para o cumprimento das diretrizes. Ele é um instrumento de organização do território e é obrigatório para a implantação de planos, obras e atividades públicas e privadas.

O prefeito de Porto Alegre do Norte e presidente da Associação dos Municípios do Araguaia (AMA), Daniel do Lago, disse que o momento é de preocupação. “O Araguaia está sendo muito prejudicado com essa proposta sobre o zoneamento”, explicou. A preocupação não é só minha, é de todos. Temos que tomar algumas iniciativas para não deixar acontecer da maneira que querem. É preciso fazer da maneira correta para que não afete a produção e o desenvolvimento”, assinalou o prefeito.

O vice-prefeito de Barra do Garças, professor Sivirino Souza, representou o prefeito Adilson Macedo, que cumpria agenda em Cuiabá. Ele reiterou o apoio aos demais municípios afetados pelo novo zoneamento. Segundo Sivirino, essa é uma decisão que pode levar o Araguaia a uma derrocada econômica. “Temos que tomar a iniciativa de fazer isso de uma forma que não afete a produção e o desenvolvimento da região”, afirmou.

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