Diretor da Câmara de Veredores de VG é preso por desacato em festa clandestina

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Uma festa clandestina na casa de Kleberton Feitoza Eustáquio, de 37 anos, diretor administrativo da Câmara de Várzea Grande, virou caso de polícia e terminou com a detenção do servidor público acusado de desacato e ameaças contra agentes da Guarda Municipal e da Polícia Militar. A confusão foi registrada na residência dele, no bairro Jardim Paula, em Várzea Grande, na noite deste sábado (10).

NOTA DA CÂMARA DE VG

A Câmara de Vereadores de Várzea Grande não compactua e lamenta o ocorrido envolvendo o diretor-administrativo da Casa de Leis, Kleberton Feitosa Eustáquio, conforme divulgado pela imprensa. 
A Câmara esclarece ainda, que Mesa Diretora vai se inteirar sobre o que de fato ocorreu para tomar as providências que o caso requer até por tratar-se de um episódio no âmbito particular.
E por último, o Presidente da Câmara, Vereador Fábio Tardin – Fabinho – disse que este momento é delicado, que devemos respeitar o isolamento social, não se aglomerar e, principalmente, respeitar as autoridades que estão na linha de frente tentando proteger a sociedade.

Kleberton foi denunciado por vizinhos por promover uma festa com diversas pessoas ignorando a pandemia de Covid-19 e as proibições que estão em vigor, o que inclui não realização de festas e encontros que resultem em aglomerações de pessoas, situação propícia para progação do coronavírus que já matou mais de 8,5 mil pessoas em Mato Grosso.

Segundo informações policiais,  o suspeito é dono da casa onde ocorria a festa clandestina com várias pessoas consumindo bebidas alcoólicas, sem uso de máscaras e sem o recomandado distanciamento social.

Uma equipe da Guarda Municipal foi até a residência e Kleberton se apresentou como dono, mas se recusou a fornecer seus documentos pessoais. A partir de então, ele taria começado a fazer ameaças contra os agentes da Guarda Municipal. Foi então que os guardas acionaram a Polícia Militar para dar apoio na ocorrência. Uma equipe da PM foi até o imóvel, mas ainda assim o servidor teria insistido nas ameaças e desacatado os policiais.

Conforme o boletim de ocorrência, o servidor detido dizia “ao sargento que ele era um bosta”. Diante da situação, os PMs deram voz de prisão por “desobediência, desacato e ameaça” e levaram o suspeito para a Central de Flagrante. Já na delegacia, ele continuou fazendo ameaças e desacatando os agentes envolvidos na ocorrência.

O relato contido no documento policial informa que já detido, o suspeito “ainda foi rude e ameçou aos policiais dizendo vou atrasar a sua promoção e representar contra o sargento”. O servidor ainda disse aos militares, segundo o boletim de ocorrência, “que se soltasse as algemas dele iria acabar com o soldado Antônio Silva, dizendo ainda que policiais são vagabundos e desgraçados”. Depois, de autuado, ele foi liberado pela Polícia Civil após pagar uma fiança de R$ 1,5 mil.

MULTA

No boletim registrado pela Polícia Civil também consta a informação de que agentes da Vigilância Sanitária foram até a residência do servidor e lavraram dois termos de multa por decumrpimento do decreto em vigor que proíbe festas e aglomerações. Os valores não foram divulgados no documento policial.

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