Barbudo defende garimpos legais e denuncia queima de maquinários

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O deputado federal Nelson Barbudo (PSL) defendeu durante reunião da bancada federal com o governador Mauro Mendes e seu secretariado a continuidade de garimpos legais em Mato Grosso. O parlamentar aproveitou a ocasião para criticar a ação do Governo em queimar maquinário em operações realizadas desde 2019.

Barbudo também questionou Mendes e a secretária de Estado do Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, sobre o modus operandi de uma pasta que, supostamente, deveria proteger o ecossistema. “Eu vi a própria Sema colocar fogo em maquinário e este fogo entrou mata adentro, deixando óleo diesel no chão, vazando para todos os lados. Eu acho isso uma aberração. A própria Sema contaminar o solo, subsolo e o ar? Nós não queríamos que isso acontecesse”, afirmou.

A titular da pasta chegou a rebater Barbudo durante o encontro que a “inutilização” ocorreu em pequena proporção e que esta forma de agir é realizada em poucos casos, quando o local é de difícil acesso e, portanto, difícil retirada do equipamento. Barbudo, no entanto, não concordou.

“Eu vi locais que a máquina poderia sim ser levada para o município e não ser queimada. Não estou dizendo que a senhora [Mauren] ou o governador utilizem a queima como política de gestão e eu acredito que a Sema tenha que atuar onde haja ilegalidades. Mas a queima não pode ser permitida, mesmo em local de difícil retirada da máquina. Vamos colocar uma maneira diferente de inutilizar: tira a bomba injetora, por exemplo. E quando a pessoa for reincidente, vamos melhorar a lei para que sofra punição severa.

O parlamentar também reforçou que não defende nenhuma ilegalidade. “Eu não estou defendendo garimpo ilegal e não estou defendendo desmatamento ilegal. Eu só quero saber como que a senhora me responde que está cometendo três crimes ao queimar uma máquina: poluição do ar, poluição do solo e poluição do subsolo? Fica difícil a gente defender o Governo. Eu gostaria de pedir, porque eu sou cobrado e atuo muito junto aos garimpeiros e aos madeireiros, não existisse mais a queima. Gostaria de ter queima zero. Vamos dar um jeito de retirar o maquinário sem queimar. Um crime não pode justificar o outro”, completou.

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