Deputado propôs delegacia da mulher em Alta Floresta

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Para prevenir e enfrentar a violência contra a mulher nos municípios, nesta quarta-feira (20), o deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) a Indicação nº 6870/2021, ao governador Mauro Mendes Ferreira e ao secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante dos Santos, a necessidade de viabilizar estudos e recursos financeiros para a implantação de uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher no município de Alta Floresta, a 790 km de Cuiabá, capital de Mato Grosso. A proposição foi apresentada após solicitação das vereadoras do município Professora Imarli Teixeira (PT) e Leonice Klaus dos Santos (PDT).

Segundo as parlamentares e moradoras de Alta Floresta, a cidade dispõe apenas de uma sala, e esse espaço não tem a estrutura necessária para o atendimento as mulheres. “As delegacias especializadas nesse atendimento são um marco importante para a política de enfrentamento dos altos índices de violência contra as mulheres. Esse atendimento especializado com certeza fortalece o combate à violência que atinge os grupos mais vulneráveis, uma vez que historicamente trata-se de pessoas com dificuldade em fazer a denúncia, bem como de serem devidamente acolhidas”, explicou o deputado.

Em Mato Grosso, de acordo com pesquisas, o índice de violência contra a mulher tem aumentado de forma substancial, principalmente no período da pandemia da covid-19. Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta o estado como responsável pelo maior aumento no número de feminicídios durante o isolamento social, se comparado aos seis estados pesquisados pela instituição: São Paulo, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Acre e Pará.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio da Superintendência do Observatório de Segurança Pública, foram registrados 47 assassinatos de mulheres em Mato Grosso, no primeiro semestre de 2021. Apesar do alto número, ele é 6% menor que o mesmo período de 2020, quando houve 50 casos. Do total deste ano, 23 mortes foram tipificadas como feminicídios, o que representa redução de 30% em comparação com o ano passado, quando foram registrados 33 casos.

“A violência doméstica e familiar contra a mulher também representa uma das formas de violação dos direitos humanos. Precisamos assegurar tranquilidade à população feminina, vítima de violência, através das atividades de investigação, prevenção e repressão dos delitos. Para isso, é preciso dar continuidade na implantação de delegacias com pessoas qualificadas para atender as necessidades delas”, aponta o parlamentar.

Denuncie
Para registrar qualquer denúncia de violência contra a mulher, basta ligar para o 190, 197, 180 e 181. Vale lembrar que todas as denúncias são sigilosas.

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