População LGBTQIAPN+ aguarda o primeiro ambulatório de saúde trans em Mato Grosso

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Fotos: JLSiqueira

Um grupo de trabalho vai atuar, a partir da próxima semana, no acompanhamento e na viabilização da instalação do primeiro Ambulatório Estadual do Processo Transexualizador de Mato Grosso, que deverá funcionar no Centro Médico Público de Cuiabá (Cermac). Durante reunião extraordinária realizada pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na semana, representantes de movimentos sociais de luta por direitos da população LGBTQIAPN+ relataram a morosidade do governo com relação à implantação de políticas públicas na área da saúde.  A criação do grupo foi uma alternativa encontrada para pressionar o governo estadual para conclusão das obras e entrega do Ambulatório Trans, uma demanda antiga da sociedade, sobretudo da população LGBTQIAPN+, que não tem acolhimento e muito menos atendimento especializado na rede pública de saúde.

Em 2011, o Ministério da Saúde instituiu a  Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, na época a sigla ainda era restrita a LGBT. Dois anos depois, por meio da Portaria 2.803, foi instituída a redefinição e a ampliação do Processo Transexualizador no SUS.

Em Mato Grosso, porém, somente após decisão judicial deste ano, o governo deu início ao processo de implantação do ambulatório. A princípio, a entrega estava prevista para junho, mas ainda não tem data definida. De acordo com a diretora do Cermac, Jocineide Rita dos Santos, o atraso está ligado à obra de adequação do espaço e ao processo de contratação da equipe multidisciplinar que deverá atuar no atendimento da população LGBTQIAPN+.

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