Sindicalista relata indignação de trabalhadores que aguardam receber rescisão trabalhista

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O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde em Mato Grosso, Sidnei Pedroso relata a angustia e indignação dos ex-funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, que aguardam para receberem suas rescisões trabalhistas. Entre cerca de 600 trabalhadores que estão dependendo de decisões judiciais, alguns já faleceram sem ter alcançado os direitos trabalhistas, após desvios de dinheiro ocorrido por uma empresa privada que assumiu a direção da entidade. O caso se arrasta na justiça e uma alternativa surgiu com a realização de leilão com investidores interessados em assumir as dívidas da instituição e quitar as dívidas com os ex-funcionários. “Muitos dos trabalhadores tiveram algum problema de saúde e estão aqui para receber seus direitos trabalhistas em vida. E assim, seguem outros com diversos problemas, certamente, ocorridos devido a ansiedade de receberem o que têm direito do tempo que atuaram na Santa Casa”, disse Sidnei.

Na avaliação do sindicalista, faltou controle na fiscalização dos órgãos sobre as gestões anteriores ao governo que assumiu a Santa Casa, mas que até o ano passado estava devolvendo à iniciativa privada. “O interesse do Estado é terceirizar. No entanto, estão voltando para instituição sem assegurar a manutenção dos serviços prestados, principalmente, no setor de hemodiálise, infantil, quimioterapia, entre outros. Há mais de 20 anos que a saúde não tem suas demandas atendidas”, analisou Sidnei.

O Tribunal Regional do Trabalho 23ª Região de Mato Grosso estipulou sete dias no prazo das negociações em torno do leilão da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. A juíza Eliane Xavier de Alcântara aguarda novos lances de investidores interessados no certame. Por enquanto, a justiça trabalhista recebeu a proposta do governo estadual de R$ 30 milhões à vista em contrapartida às anteriores do Instituto São Lucas de Nova Mutum, em R$ 20 milhões e forma de pagamento de R$ 15 milhões à vista e o saldo em seis meses.

Há também, a proposta do Instituto Evangelístico São Marcos, Santos (SP) para pagamento de R$ 48 milhões sendo uma entrada e 48 parcelas de R$ 2 milhões.   “A proposta do governo ainda não é a solução porque ele só paga se os credores e trabalhadores aceitarem um deságio de 30% do que têm direitos as receber”, afirmou o sindicalista, que torce por novas propostas, que atendam a realidade dos trabalhadores e credores.

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