PSD e PV optam por não participar de federação selando apenas apoios regionais entre si

Em Mato Grosso, as duas siglas se apoiam mutuamente nas candidaturas ao Senado, Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados

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O diretório estadual do Partido Verde (PV) em Mato Grosso confirmou o apoio à reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD). O PSD regional segue a orientação do presidente nacional, Gilberto Kassab, que optou por manter independência sem aderir a uma federação partidária. Em vez de formalizar uma federação, o PSD priorizou alianças estaduais autônomas e a formação de grandes blocos legislativos no Congresso Nacional.

O presidente do diretório estadual do PV em Mato Grosso, José Roberto Stopa celebrou aliança e aceitação de sua indicação da sindicalista Carmen Machado (PV), para compor a chapa como suplente no PSD. Segundo Stopa, a presença de Carmen Machado na chapa fortalece o projeto político do partido e assegura que as demandas dos trabalhadores e do meio ambiente sejam priorizadas. A chancela do PV consolida a união de forças entre o agronegócio, representado por Schenkel, e o funcionalismo público, representado por Carmen, na chapa do atual senador.

Diferente de outras siglas, o PSD preferiu não se amarrar juridicamente a um acordo permanente de 4 anos. A legenda atua com ampla liberdade nos estados. Em certas regiões, o PSD compõe palanques governistas ligados ao PT, enquanto em outras bases atua na oposição. 

O convite oficial a Carmen Machado foi formalizado pelo senador Carlos Fávaro durante um encontro na sede da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT), entidade presidida por ela. Na ocasião, Fávaro destacou que a presença de um representante dos servidores era um compromisso de sua pré-candidatura. “Eu fiz um compromisso de que, na minha pré-candidatura e na escolha dos suplentes, teria um servidor público como representante. Agora, depois de consultar os partidos políticos e a nossa base, quero formalmente convidar a Carmen para ser uma das suplentes da nossa candidatura”, declarou o senador, enfatizando que os servidores terão voz ativa em seu mandato.

Para a presidente da FESSP-MT, o convite representa um reconhecimento da luta histórica da categoria por melhores condições de trabalho e diálogo. “Os servidores vão estar, de fato, dentro do mandato. Não tem como estar na chapa e não participar dos compromissos do mandato”, afirmou Carmen Machado, destacando a importância de ter uma representação direta no Congresso Nacional para defender as pautas do funcionalismo público.

 

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