Denúncias revelam má conduta de um instrutor e gera insegurança em alunos do curso de soldados da PM na Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (ESFAPMT)
Indignados, familiares de alunos internos da 34º turma do curso de solados PM, na Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (ESFAPMT), relataram queixas dos alunos, referentes a má conduta de um dos instrutores, que usou arma real apontada para a cabeça de um dos alunos, durante o manuseio de armamento em sala de aula, quando a arma usada deveria ser um simulacro de airsoft. No momento, houve pânico real dos demais, pela vida do aluno, que teve uma arma de fogo real, municiada e apontada para si.
Segundo as reclamações dos alunos, o mesmo instrutor lesionou o tornozelo de uma aluna PMFEM, que foi empurrada por ele com um fuzil, de forma brusca, durante uma aula externa de manuzeio de armas de longo alcance. Em recuperação, a aluna não participa de atividades físicas e nem de armas.
A ESFAPMT está situada na rodovia Élder Cândia, no bairro Vale dos Lírios, em Cuiabá e é associada a imagem de realizações de sonhos de milhares de jovens em idade de alistamento, para servir à população com ensinamento de perseverança, dedicação e defesa à sociedade.
Os familiares avaliaram as atitudes do instrutor, preocupantes à segurança física dos alunos, uma vez, que, a má conduta do instrutor tem sido frequente, a ponto de vários alunos relatarem terem receio de não chegarem ao final do curso em boas condições físicas.
Uma mãe que evita se identificar por medo de retaliações ao filho, disse que espera empenho do comandante da ESFAPMT e até do Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso sobre as denúncias de agressões e humilhações aos alunos, como forma de promover a superação psicológica dos alunos aspirantes a soldados em eventuais ações reais nas ruas, após formação militar.
O instrutor é tido como o terror dos alunos aplicando castigos, agressões verbais e tratamento degradante aos alunos.
Esse tipo de prática, ainda enraizada nos quarteis brasileiros, tem sido combatida em vários estados do país. Em muitos casos, os agentes militares são afastados por envolvimento em agressões durante curso de formação especializada da PM.
Os parentes dos alunos querem tornar público os relatos de agressões que deixam seus pais, esposas e filhos, apreensivos.
De acordo com os familiares dos alunos, o objetivo é solicitar, que os relatos sejam devidamente apurados pelas autoridades competentes, especialmente, diante da preocupação com a integridade física, a segurança e o bem-estar dos alunos, que se encontram em processo de formação para o exercício da atividade policial.