É hora de comprar ou vender as ações?

6

Valor Investe

O Itaú Unibanco (ITUB4) reportou seu resultado do primeiro trimestre de 2026 e registrou um lucro recorrente de R$ 12,2 bilhões, com leve queda de 0,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior e alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O número veio praticamente em linha com as estimativas dos analistas consultados pelo Valor, que apontavam para R$ 12,29 bilhões. Para especialistas, o balanço mostrou mais uma vez a resiliência do banco, ainda que sem grandes surpresas positivas. É hora então de comprar as ações? Ou aproveitar para vender a um preço alto?

Sendo assim, compro ou não as ações?

 

Para Tonello, a recomendação é de manter e acumular posições no longo prazo, especialmente em momentos de queda. Ele pondera que, apesar da qualidade do resultado, o banco passa por um momento mais “corretivo”, o que pode limitar reações mais fortes no curto prazo.

Já Soares destaca que o mercado já esperava um bom desempenho, o que reduz o potencial de surpresas positivas nas ações. Ainda assim, ele vê o papel como uma opção interessante para carregar na carteira, principalmente pelo histórico consistente de resultados.

“É um banco dominante, com crescimento acima da inflação e inadimplência controlada. Não é barato, mas segue sendo uma boa escolha para o longo prazo”, afirma.

Na prática, a leitura geral do mercado é de um resultado sólido e previsível, que reforça a confiança no Itaú Unibanco, mas que dificilmente provoca grandes movimentos nas ações no curto prazo.

Quer fazer melhores escolhas de investimentos?

Valor One é a plataforma completa do Valor que reúne, em um só lugar, ferramentas de análise, painéis de fundos, cotações de ações, indicadores fundamentalistas, recomendações de analistas certificados, cursos e um consolidador de carteira inteligente.

Com a credibilidade de quem é referência em economia e finanças no Brasil, o Valor One oferece uma versão gratuita e planos com recursos avançados para você investir melhor.

Segundo especialistas, o Itaú Unibanco segue entregando um desempenho sólido, sustentado principalmente pela qualidade da carteira de crédito e pela forte geração de receitas mesmo em um ambiente de juros elevados.

O retorno sobre o patrimônio (ROE) ficou em 24,8% no trimestre, acima dos períodos anteriores, reforçando a elevada rentabilidade do banco. O ROE mede o quanto uma empresa é capaz de entregar de retorno para cada real investido em sua atividade.

Para João Tonello, analista do Benndorf Research, o resultado superou as expectativas em termos qualitativos, com destaque para o controle de inadimplência e disciplina nas despesas. Ele ressalta que o banco mantém uma operação eficiente e consistente, mesmo com pressões no cenário macroeconômico.

Já Phil Soares, analista da Options, afirma que o resultado foi “muito bom para o que poderia ser”, considerando o tamanho e a maturidade do banco. Segundo o especialista, o crescimento da carteira de crédito e a estabilidade da inadimplência mostram um desempenho robusto, ainda que sem grandes catalisadores de curto prazo.

Entre os principais pontos positivos, analistas destacam:

  • A alta rentabilidade, com ROE de 24,8%, indicando forte retorno ao acionista
  • A margem gerencial financeira resiliente, com R$ 32,3 bilhões
  • A qualidade da carteira, com inadimplência controlada e abaixo da média do setor
  • A expansão do crédito, com crescimento relevante na comparação anual.

Por outro lado, alguns pontos de atenção permanecem no radar:

  • A redução no resultado da tesouraria devido à volatilidade da curva de juros no período
  • A pressão em custos, com aumento de despesas ligadas a tecnologia e pessoal
  • As despesas com provisões subiram ligeiramente na comparação anual, o que pressiona o resultado bruto.

Deixe uma resposta