Cada vez mais, o consumidor usa a energia solar por assinatura
A modalidade da iGren reduz custos na conta de luz dos brasileiros
A energia solar por assinatura é uma tendencia sem volta no Brasil. Milhares de consumidores da energia elétrica, que não podem comprar kit de placas solar, mas querem reduzir suas despesas com as concessionárias nos estados brasileiros, adotaram a nova modalidade de energia solar por assinatura, para usufruírem do benefício com poucos recursos. Em Mato Grosso, mais de 30 mil consumidores estão cadastrados nos descontos de energia elétrica, ao migrarem para energia solar por assinatura.
Acionista Royal da iGgren Energy no Brasil, Lucas Bastitoni, faz palestras pelo país incentivando centenas de novos licenciados e contribui para ampliar o número de clientes, que buscam reduzir o valor das contas de energias mensalmente. Em uma de suas palestras, no último final de semana, em Cuiabá (MT), Lucas esclareceu dúvidas e falou do crescimento da energia solar por assinatura em vários países. “O mundo só fala em eletrificar todas as suas matrizes energéticas e realmente, a energia solar é uma tendencia mundial, que está crescendo muito no Brasil com abertura do mercado livre. Ou seja, todos podem escolher seu provedor de energia”, esclareceu Lucas.
Segundo ele, a energia por assinatura se antecipa a esse movimento mundial com a iGren no Brasil, aonde a legislação tem favorecido os negócios com isenção de impostos para que o produto seja ofertado com o menor custo possível. “Aqui em Mato Grosso o governo tem incentivado a construção de usinas solares para desafogar outras fontes de energia elétrica e passou a dar os benefícios tarifários para as fazendas solares e o próprio consumidor que optar por ter placas solares”, reiterou.
A energia solar por assinatura foi adotada por cerca de 1,5 milhão de brasileiros em 2025 e o número cresce rápido porque resolve um problema real: como economizar na conta de luz sem ter telhado próprio, sem investir o mínimo de R$ 14 mil a R$ 20 mil e sem esperar 5 anos de payback. Para quem mora de aluguel, em apartamento ou numa casa com telhado cheio de sombra, é a única forma acessível de usar energia solar. A economia fica entre 10% e 20% da conta, sem instalar nada. Numa conta de R$ 400, são R$ 40 a R$ 80 por mês.
O mecanismo por trás da energia solar por assinatura
O nome comercial é “energia solar por assinatura”. O nome técnico, regulado pela Lei 14.300/2022 e pela Resolução Normativa ANEEL 1.059/2023, é geração compartilhada — uma modalidade de geração distribuída onde vários consumidores dividem os créditos de energia de uma mesma usina solar.
Funciona assim: uma empresa constrói uma usina solar de médio porte (geralmente entre 1 e 5 MW) numa região com boa irradiação solar. A energia gerada é injetada na rede da distribuidora e se transforma em créditos de energia. Esses créditos são distribuídos proporcionalmente entre os assinantes, cada um recebendo uma cota correspondente ao seu consumo. Quando a distribuidora calcula sua fatura, abate os créditos recebidos do seu consumo total. O saldo positivo vale por 60 meses.
Você não recebe eletricidade diretamente da usina. A energia que chega na sua tomada vem da rede local, como sempre. O que muda é a fatura: os créditos da usina remota abatem o valor que você pagaria à distribuidora. É um acerto contábil regulamentado pela ANEEL, não uma transferência física de elétrons.



